segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Chocolate Quente

Dois corpos
Despidos de preconceito
Unidos por um sentimento
Desejo de união

Juntos
Como um só
Se fundem em simbiose
Num acto apaixonado
Desejo desesperado
De que o mundo não os afaste
Desse sentimento verdadeiro
Que é o acto de amar

Olhos nos olhos
Sorrisos trocados
Cumplicidade sentida
Corpos entrelaçados

Sensualidade assumida
Empatia vibrante
Palavras esquecidas
Tornadas insignificantes

O corpo comunica
Ambos se entendem
De forma perceptível
Para ou outros incompreensível
Pois nunca sentiram algo tão verdadeiro
Tão real
Como o desejo
A vontade
De união



Decarte Madente

Rendido

Céu azul
A meus olhos mais azul que alguma vez vi
O verde dos montes
A meus olhos mais vivo que alguma vez vi

Saudade, Amor, Desejo
Sentimentos exaltados
Mais sentidos
Mais vividos
Do que alguma vez pensei ser possível

Meus olhos vêem a realidade de forma diferente
Os mesmos sítios de sempre apresentam-se de uma nova forma
Suas cores sobressaem a meus olhos
Arrebatam minha vista com sua coloração viva

Incrível como nunca havia visto meu mundo assim
Tudo se apresenta de uma tonalidade diferente
Sinto vontade de parar
E ficar olhar a vida correr em minha volta
E simplesmente admirar
Como é belo
Tudo aquilo que a natureza foi capaz de criar

Sentimento de equilíbrio
De empatia com tudo em meu redor
Uma enorme paz espiritual
Se cria em meu interior
Transplantando me para uma nova dimensão
Na qual desejo ficar


Decarte Madente

sábado, 25 de novembro de 2006

Arrependimento

Alma quebrada em mil pedaços
Desfeita e sem conserto
Desfila para o final
Ao qual não pode escapar

Alma marcada pela dor
Dor de tudo ter tido
E nada ter retido
Ficando assim abandonada

Sem consolo sobreviveu
Mais tempo que se esperava
Até que não sendo mais capaz
Para as profundezas do esquecimento se lançou

Agora nada resta
Nem mesmo na memória
Tudo em si se desvaneceu
No momento em que
Para o esquecimento se atirou...


Decarte Madente

The Way I Feel The World!


Porquê este nome???


O nome foi escolhido em função da temática dos poemas que escrevo sobre o heterónimo de Decarte Madente. Estes são uma perspectiva muito pessoal de "ver" e sentir as emoções provenientes do meu modo de viver, das minhas vivências diárias, da forma como o mundo me faz sentir. De certa forma, é um meio de transmissão e auto-compreensão do "mar" de emoções pelo qual sou assolado todos os dias que passam sem excepção. Todos nós sentimos e todos nós temos formas de entender aquilo que sentimos. Para mim é através da escrita, da poesia mais concretamente. Mais que um simples conjunto de palavras é um conjunto de sentimentos com os quais muitos dos leitores se poderão identificar, ou não. Como tal agradeço a todos os leitores que deixem comentários, são todos importantes, quer gostem quer não da minha forma de escrever. O importante é que me deixem as vossas opiniões!


com os melhores cumprimentos


Rui Soares-----> " Decarte Madente"

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Embriaguez

Embriagado no néctar da vida
Fui desviado de meu destino
Cai na tentação de uma ilusão
Que me arrastou para o fundo de um abismo
De seu nome solidão.

Enganado pelo doce sabor da mentira,
Vi-me num mundo jamais imaginado,
Mundo esse sem cor ou qualquer tipo de alegria
Pintado pelas trevas da melancolia
E tristezas sem fim.
É o mundo da decadência
No qual todos podemos cair

É preciso estar-se alerta
Para não nos deixarmos seduzir
Pelo efémero viver
Que jamais nos fará feliz.

Tudo quanto seja efémero é de curta duração,
Após um breve período de satisfação
Segue-se a desilusão.
E porque a vida,
Não se resume apenas a um momento,
Somos obrigados a sofrer
Todo o tipo de provações
Até ao momento em que iremos perecer.


Decarte Madente

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Caminho Da Alma

Desejo de vida extinguido
Finito no meu interior
Forçado a uma existência
Que me afasta da sabedoria
Que apenas alguns
Têm o privilégio de aceder

Força do desejo
Enfraquece-me a alma
Entorpecida em sua prisão
Nunca pedida
Nunca ansiada
Jamais desejada

Alma minha encarcerada
Em corpo efémero desterrada
Longe das luzes da sabedoria
Afastada de seu real guia
Num beco apertada
Desesperada pela partida

Sangra dor de persistir
Numa realidade enganadora
Não convencida pelo sentir
Busca a verdade no saber
Que lhe dará entrada no reino
Até agora reservado
Aquele que consigam separar
A alma do desejo


Decarte Madente