quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Castigo

Sem palavras…
Não encontro uma única que sirva,
Para descrever meu tormento,
Que neste momento sinto
Com tudo que está a acontecer.

Sinto-me traído e enganado
Por todos de que me faço rodear,
E rangendo meus dentes de raiva,
Sussurro insultos sangrentos
Tentando me controlar.

Castigo-me com violência,
Rasgando a carne que há em mim,
Soltando uivos de sofrimento
Gritando por um fim.

Apenas viso um objectivo,
A esta existência pôr um fim,
Podendo finalmente
Minha alma libertar.


Decarte Madente

Desiludido

Sou continuamente iludido,
Pessoas mentem como se nada fosse.
Sou apanhado desprevenido
Magoado incessantemente.

Já não sei em que acreditar,
Todos os dias me fecho mais para dentro,
No receio de me magoar
No meio de tantas mentiras,
As quais já não sou capaz de suportar.

Fico sem saber como agir,
Incapaz de continuar assim,
Refugio-me no meu inconsciente,
Procurando perceber qual o motivo,

Para tudo o que me está a acontecer.

Decarte Madente

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Magoado

Cego por um novo sentir,
Sou magoado sem contar,
Destruindo uma ilusão
Que feliz estava a criar.

Sou o que sou,
Mas de mim já não resta muito.
Sou cinza e pó
De alguém que noutra vida fui.

Decarte Madente

Sofrimento

Mordo o lábio de raiva
Sem me sentir em mim
Fui novamente enganado
Volto a sofrer.

Mas é condição eterna,
A esta estou condenado.
Não há fuga deste inferno,
No qual há muito fui aprisionado.

Desilusões e sofrimentos mil,
Estes parecem não ter fim
Continuamente me acompanhando
Numa vida que é mais tortura
Do que a vida que existe em mim.

Estou acorrentado a este sentimento.
Dele não consigo fugir,
Vá eu para onde for,
Ele sempre vem atrás de mim.

Devo desistir,
Não vale a pena lutar
Contra tortura tão desgastante
Que teima em me massacrar.

Decarte Madente