Mordo o lábio de raiva
Sem me sentir em mim
Fui novamente enganado
Volto a sofrer.
Mas é condição eterna,
A esta estou condenado.
Não há fuga deste inferno,
No qual há muito fui aprisionado.
Desilusões e sofrimentos mil,
Estes parecem não ter fim
Continuamente me acompanhando
Numa vida que é mais tortura
Do que a vida que existe em mim.
Estou acorrentado a este sentimento.
Dele não consigo fugir,
Vá eu para onde for,
Ele sempre vem atrás de mim.
Devo desistir,
Não vale a pena lutar
Contra tortura tão desgastante
Que teima em me massacrar.
Decarte Madente
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
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