Lágrima que descende em rosto lívido,
Descarnado e melancólico,
É expressivo das trevas,
Em que sua alma foi abandonada.
Artemisa não sorri,
Seus olhos negros
Choram lágrimas de sangue,
Fruto da sua raiva interior.
Seu sangue fervilha,
Sua face se contorce,
Exasperada com a vida,
Da qual anseia por se libertar.
Sua existência é excruciante,
Apenas aguarda por sua extinção,
Não é mais possível sustentar,
Esta enorme aflição.
Artemisa exala seu ultimo suspiro,
Seu corpo se desprende da vida,
Que outrora fora tormento.
Apenas fica a memória,
De pessoa inadaptada,
Perturbada por existir.
Decarte Madente
Este poema é inspirado num trabalho de Sara Santos Silva a.k.a. Alice in Goreland (http://www.myspace.com/likas)
desde já um muito obrigado a ela, pois o seu trabalho deu novo alento à minha criação que adquiriu com ele novos contornos que espero continuar a explorar.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
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1 comentário:
:) Isto sim, é uma grande recompensa. Um orgulho inspirar outro a libertar-se.
Obrigada eu *
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